11/06
2010
O ex-aluno Paulo Consentino

A história de Paulo Consentino, de 39 anos, é diferente. Aos 19 anos, viu seu destino mudar radicalmente: perdeu a irmã e a mãe, trancou a matrícula na faculdade de Publicidade e Propaganda na Capital e interrompeu a carreira que começava nas Artes Plásticas para retornar para Santos. “Praticamente minha estrutura familiar se foi. Sobrou apenas meu pai. Minha vida se alterou por motivos alheios à minha vontade”.
Paulo sofreu, só que, ao invés de derrubá-lo, o problema lhe deu coragem para realizar um antigo sonho. “Percebi que se tinha resistido àquela situação, conseguiria me dedicar exclusivamente à produção de pinturas, gravuras e murais. Essa é a minha vocação”.
E o investimento foi para valer. Na década de 90, Paulo já havia conquistado uma certa fama no mercado nacional. Também chegou a frequentar a Faculdade de Arquitetura e recebeu uma bolsa para estudar Belas Artes em Portugal. Antes de concluir o curso, uma galeria de Madrid o contratou.

Graças a essa oportunidade, participou de exposição com nomes consagrados, como Juan Miró e Antoni Tàpies. Um tempo depois, seu trabalho alcançou a Alemanha, a França, os Estados Unidos e, em agosto de 2008, o Japão. Em sua trajetória artística, destaca o Grand Prix de Arte de Cannes, que ganhou em 2004.
“Acredito que minha maior superação foi ter persistido nessa carreira, que é repleta de incertezas. O artista plástico dribla barreiras todo dia”, afirma Paulo, que tem uma filha de 12 anos. Além de comandar uma equipe de cerca de 10 pessoas, ele está montando um novo ateliê em Santos e toca uma série de projetos, entre eles um livro com pinturas inspiradas nas florestas brasileiras e uma mostra com uma retrospectiva profissional.


Autor: Orientação
Categoria: Gente que faz e acontece, Notícias

Comentar